Edital nº 1364: as inscrições para o Título de Especialista em Gastroenterologia 2026 já fecharam

Agora é a reta final até a prova — veja o que ainda está por vir.

A FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia), em parceria com a AMB, publicou o Edital nº 1364, que rege o Exame de Suficiência para obtenção do Título de Especialista em Gastroenterologia 2026. Diferente da Endoscopia, aqui não há dois processos concorrentes: existe um único caminho para o RQE de Gastroenterologia, mas com uma regra que já vem sendo endurecida a cada edição — a certificação por proficiência (só currículo, sem prova) não existe mais como alternativa. Todo candidato, sem exceção, precisa ser aprovado no exame.


O período de inscrição (15/05 a 15/06/2026) já passou, e quem se inscreveu já está com a documentação em análise. A partir daqui, o que importa é o que vem pela frente: a prova, em pouco mais de um mês, e as etapas que se seguem a ela. Este texto reúne o que todo candidato já inscrito — e quem ainda está decidindo se vai buscar o RQE de Gastroenterologia numa próxima edição — precisa saber sobre o restante do processo.

O que ainda está por vir

  • Prova Teórica e Prova Teórico-Prática: 02/10/2026, das 08h às 13h, em formato 100% online
  • Divulgação do gabarito da Teórica: 03/10/2026
  • Divulgação do gabarito da Teórico-Prática: 26/10/2026
  • Avaliação Curricular: de 06 a 10/11/2026
  • Resultado final (lista de aprovados): 11/11/2026

Faltam poucas semanas para a prova, e o tempo até lá é o que realmente conta agora — não dá mais para adiar a organização do estudo esperando “mais um pouco”.

Como funciona a prova: duas fases eliminatórias, uma de cada vez

O exame é dividido em duas provas, aplicadas no mesmo dia, mas corrigidas em sequência — e isso muda a forma como o candidato precisa se preparar.

  • Prova Teórica: 75 questões objetivas, de múltipla escolha, com 4 alternativas cada. É preciso acertar no mínimo 60% para seguir no processo. Quem fica abaixo disso está eliminado e nem tem a segunda prova corrigida.

  • Prova Teórico-Prática: só chega até aqui quem passou no corte da Teórica. São 15 questões discursivas, cada uma com dois subitens, e o corte de aprovação nessa fase é de 50% de acerto. Na prática, isso significa que não existe “compensar” uma prova fraca com a outra: primeiro o candidato precisa ultrapassar sozinho a barreira da Teórica, e só depois disputa a Teórico-Prática.

Pontuação final: teórica, teórico-prática e currículo, juntos

A nota final soma três blocos, com pesos diferentes:

  • Prova Teórica: até 45 pontos (cada questão vale 0,6)
  • Prova Teórico-Prática: até 45 pontos (cada questão vale 3)
  • Avaliação Curricular: até 10 pontos

Está aprovado quem somar, no mínimo, 60 pontos no total. Ou seja: mesmo passando nos dois cortes eliminatórios das provas, o currículo ainda pesa na nota final — vale reunir com antecedência os documentos que pontuam (residência, especialização, participação em eventos científicos, publicações, frequência ao Curso Anual de Gastroenterologia da FBG), porque a análise curricular só é feita para quem já avançou nas provas.

Duas bonificações que passam batido para muita gente

O edital prevê dois bônus de 10% que só valem para quem atende a critérios específicos — e que
fazem diferença real na nota final:

  • Bônus na Prova Teórica (10%): para quem fez o Teste de Progresso em Gastroenterologia (TPG) em cada ano da Residência ou Pós-Graduação credenciada pela FBG e atingiu percentil 60 ou mais no TPG do segundo ano de formação, desde que preste a prova do TEG logo no ano seguinte à conclusão da formação.

  • Bônus na Avaliação Curricular (10%): para quem se inscreveu no Curso Anual de Gastroenterologia da FBG 2026 e teve frequência mínima de 80%, com envio do comprovante de matrícula e do certificado de conclusão até 09/10/2026.

Nenhum dos dois é automático — o candidato precisa indicar a condição no ato da inscrição e, no
caso do Curso Anual, ainda enviar a documentação num prazo separado, depois da prova.

Pré-requisitos: dois blocos de comprovação, sem atalho

Para se inscrever, além de CRM definitivo e diploma de Medicina, o candidato precisa comprovar dois pré-requisitos de formação — um em Clínica Médica e outro em Gastroenterologia — cada um por uma de três vias possíveis:


Base em Clínica Médica (uma das três):

  • residência médica em Clínica Médica credenciada pela CNRM/MEC; ou
  • formação credenciada pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, com carga horária mínima de 2.880 horas anuais; ou
  • atuação prático-profissional comprovada por, no mínimo, 4 anos (o dobro do tempo da residência).

Formação em Gastroenterologia (uma das três):

  • residência médica em Gastroenterologia credenciada pela CNRM/MEC; ou
  • formação credenciada pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, em vaga oficial, com
    carga horária mínima de 2.880 horas anuais; ou
  • atuação prático-profissional comprovada por, no mínimo, 4 anos, iniciada só depois de
    concluído o pré-requisito de Clínica Médica.

Um ponto que costuma gerar dúvida: quem concluiu Residência ou Especialização em Gastroenterologia credenciada pela FBG antes de 01/03/2020 está dispensado de comprovar separadamente o pré-requisito de Clínica Médica. Para quem se formou depois dessa data, os dois blocos precisam ser comprovados.


Vale reforçar: atividades fora do território nacional, trabalho voluntário e comprovações assinadas pelo próprio candidato (ou por quem ocupa cargo de direção na instituição declarante) não são aceitas em nenhuma hipótese.

A prova é toda online, com monitoramento remoto

Assim como já vem sendo padrão nos exames de título das sociedades médicas, a aplicação é 100% online, com fiscalização remota por vídeo e áudio durante toda a prova. Os requisitos técnicos são rígidos: notebook próprio (não é permitido desktop, tablet ou celular), Windows 10 ou MacOS Catalina 10.15.5 ou superior, processador Core i3 de 5ª geração ou superior, 4GB de RAM, internet com no mínimo 20 Mbps e latência máxima de 700 ms, além de smartphone com leitura de QR Code para o posicionamento da câmera de ambiente.

Antes da prova, é obrigatória a participação em pelo menos um pré-teste, agendado com a eduCAT, empresa responsável pela aplicação — quem não fizer o pré-teste dentro do prazo não é autorizado a prestar o exame.

Bibliografia oficial

A referência principal indicada no edital é a seguinte:

  • Sleisenger and Fordtran’s Gastrointestinal and Liver Disease, 12ª edição (Elsevier, 2025)
  • Tratado de Gastroenterologia: Da Graduação à Pós-Graduação, 3ª edição (Zaterka, Passos, Chinzon — Atheneu, 2023)
  • UpToDate (2025)
  • Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para Hepatite B e Hepatite C

O edital deixa claro que essa é a base mínima, podendo ser complementada por diretrizes oficiais e artigos publicados em periódicos “core” da área, conforme classificação da CAPES — o que amplia bastante o volume de conteúdo a dominar além dos livros-texto.

O que fica para quem vai prestar essa edição

Com a certificação por proficiência definitivamente fora do jogo, o exame de suficiência é hoje o único caminho para o Título de Especialista em Gastroenterologia — e o formato de duas provas eliminatórias, somado ao peso real do currículo na nota final, exige um tipo de preparação que não se resolve estudando só nas últimas semanas antes de outubro. Reunir a documentação de pré-requisito, organizar o que pontua na avaliação curricular e montar um cronograma de estudo alinhado à bibliografia oficial são frentes que precisam andar juntas — e, com a inscrição já fechada, o que resta é justamente essa reta final de preparação.

A prova é em 02/10/2026 — restam pouco mais de 40 dias. Quem entra agora com um cronograma estruturado, bibliografia atualizada conforme o edital e simulados no formato da prova não precisa adivinhar o que estudar até outubro — só seguir o plano.


Fale com a equipe da AproMed e garanta sua preparação para a prova de Gastroenterologia 2026.

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